A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) divulgou este mês a 2ª edição do Pulso Abramat, relatório mensal de inteligência desse setor. Os dados mostram que o faturamento deflacionado da indústria cresceu 1,1% em agosto, na comparação com julho, considerando o ajuste sazonal. Frente a agosto de 2025, a alta foi de 3,6%. Com isso, a queda acumulada no ano diminuiu de 2,7% (número medido até julho) para 1,7% (até agosto).
De janeiro a agosto, os materiais básicos registraram recuo de 1,5%, enquanto os de acabamento apresentaram queda de 2%. Apesar do resultado negativo, os números mostram uma redução paulatina das perdas. Em abril, por exemplo, o faturamento mostrava queda de 4,8%.
“O resultado de agosto reforça uma melhora gradual da indústria, com avanço tanto na comparação mensal como na anual. Ainda assim, os juros elevados e o endividamento das famílias limitam uma recuperação mais forte da demanda”, afirma Mauro Franco, presidente-executivo da Abramat.
Essa melhora gradual é sustentada, principalmente, pelas obras de infraestrutura e pelo Minha Casa, Minha Vida. O programa Reforma Casa Brasil também começa a ganhar força: agosto foi o melhor mês do ano, com mais de 27 mil contratos e R$ 962 milhões em crédito concedido.
Para setembro, as expectativas das empresas também melhoraram: 43% das indústrias esperam um mercado bom ou muito bom, enquanto 47% projetam estabilidade. Apenas 10% preveem um cenário ruim ou muito ruim. Ainda assim, a entidade destaca que o desempenho efetivo tem ficado abaixo das expectativas.
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