A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) anunciou em maio a participação societária em dois projetos de energia eólica no Rio Grande do Norte, no valor de R$ 158 milhões, reforçando sua estratégia de diversificação energética.
Os acordos foram firmados com a Casa dos Ventos e a Auren Energia, responsáveis, respectivamente, pelo Complexo Serra do Tigre e pelo Parque Eólico Cajuína III. A ideia é que, com as novas parcerias, a CBA garanta por quinze anos, a partir de 2027, o fornecimento de 115 MW à sua fábrica em Alumínio (SP).
Com a operação, a CBA ampliará também a sua capacidade instalada de energia eólica de 168,2 MW para 464 MW – sendo, futuramente, 184 MW do Serra do Tigre, sob gestão da Casa dos Ventos; 112 MW do Cajuína III, sob gestão da Auren; e os atuais 168 MW dos complexos Ventos do Piauí. A energia consumida pela empresa hoje é majoritariamente proveniente de 21 (quinze próprias e seis por meio de consórcios) usinas hidrelétricas e dois parques eólicos, com capacidade instalada total de 1.462,7 MW.
“A autoprodução de energia está na estratégia da CBA e é um diferencial competitivo, já que confere à empresa maior resiliência, solidez e flexibilidade operacional para ajustar-se às dinâmicas do mercado. Além disso, é uma alternativa para descarbonizar a produção a partir de fontes renováveis e acelerar as nossas metas ESG [governança ambiental, social e corporativa]”, afirma Luciano Alves, CEO da CBA.
A conclusão das transações com a Casa dos Ventos e com a Auren Energia está condicionada à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e demais condições precedentes.
A CBA está entre as empresas com menor emissão de gases de efeito estufa na indústria do alumínio, com índices 3,9 vezes menores que a média mundial. Além disso, a meta é reduzir suas emissões em 40% até 2030.
Foto: Divulgação CBA




