Nos dias 26 e 27 de novembro, o Espaço Escandinavo, em São Paulo, sediou a 15ª edição do Fórum Embalagem & Sustentabilidade, promovido pelo Instituto de Embalagens, reunindo grandes nomes para discutir o futuro da sustentabilidade na indústria, inclusive no setor do alumínio.
Com o tema central “Inovabilidade na prática – a união entre inovação e sustentabilidade, capaz de redefinir o futuro das embalagens”, o fórum – realizado em formato híbrido, com atividades presenciais e transmissão online para participantes de todo o País – abordou soluções inovadoras e debateu o futuro sustentável desse mercado.
O evento, que já reuniu mais de 2 mil profissionais em suas catorze edições anteriores, contou com a participação de importantes empresas do setor compartilhando experiências e casos de sucesso em práticas sustentáveis e uso de materiais recicláveis, entre outros.
A inovação em experiências na cadeia de reciclagem foi o destaque, com iniciativas de produtores e consumidores de embalagens que almejam reduzir o impacto ambiental, aumentar a eficiência e melhorar a experiência do consumidor, muitos deles com foco na economia circular.
“O fórum demonstra que a inovação e a sustentabilidade andam de mãos dadas. As soluções apresentadas por empresas de renome mostram que é possível criar embalagens que respeitem o meio ambiente, atendam as demandas dos consumidores e ainda sejam economicamente viáveis. Esse evento é uma prova de como a colaboração pode transformar desafios em oportunidades para toda a cadeia”, destaca Assunta Camilo, diretora do Instituto de Embalagens.
Embalagens multimateriais
Grandes exemplos de casos do mercado do alumínio foram apresentados, como a parceria entre Natura e Nespresso, que resultou na criação de bisnagas com 100% de alumínio reciclado, incluindo 10% de seu total oriundo das cápsulas de café da Nespresso. Esse projeto não só promove a circularidade dos materiais, mas também demonstra a importância da colaboração entre empresas para alcançar objetivos sustentáveis comuns.
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Fernando Wongtschowski, gerente-geral de Marketing Estratégico & Inovação da CBA, iniciou a palestra Reciclagem de Embalagens Multimateriais e Circularidade, destacando, inclusive, o sucesso da Natura e da Nespresso na reciclagem de alumínio. Ele afirmou que a CBA está investindo em reciclagem de embalagens multimateriais por causa das infinitas possibilidades e da criatividade que o processo permite.
O executivo abordou também a visão da empresa sobre sustentabilidade e a criação da primeira planta de reciclagem de embalagens multimateriais da CBA, inaugurada na última semana de novembro, em Alumínio, no interior de São Paulo.
“Entendemos que a reciclagem tem um enorme valor social e que a promoção da economia circular tem potencial para gerar impacto, deixar um legado social e produzir renda junto aos catadores, cooperativas e comunidades locais. Nesse sentido, a reciclagem é um pilar importante dentro do modelo de integração vertical de negócios da CBA e de sua Estratégia ESG 2030 para aumentar a produção, preservar a competitividade e reduzir emissões de gases do efeito estufa, além de reforçar a resiliência do negócio”, explica Wongtschowski.
A planta da CBA, com capacidade para processar 9.500 t de embalagens cartonadas por ano, torna a reciclagem economicamente viável e beneficia toda a cadeia, especialmente as cooperativas.
“Levamos para as cooperativas de reciclagem um produto de boa remuneração, quando antes não tinha valor”, afirmou o gerente.
Desenvolvida internamente pela CBA, a planta tem duas etapas: limpeza e separação. Wongtschowski detalha o processo de reciclagem das embalagens cartonadas ressaltando a eficiência e a inovação da tecnologia – o único resíduo gerado por ela é o hidrogênio, aproveitado como energia verde.
A planta separa 100% dos materiais das embalagens multicamadas e representa um avanço para a circularidade sustentável. Ressalte-se que o alumínio está presente em diversos produtos, garantindo qualidade e segurança, especialmente para alimentos.
Wongtschowski destacou também que, para reforçar seu compromisso com a sustentabilidade, a CBA possui o selo Alennium, que garante a produção do alumínio com 100% de energia renovável e pode ser usado nos produtos dos clientes. A empresa também produz alumínio de baixo carbono, com emissão três vezes menor que a média da indústria, graças ao uso de energia renovável e biomassa. Isso beneficia a exportação, que prioriza o alumínio de baixo carbono.
A CBA lançou ainda um passaporte digital com QR Code para rastrear os produtos, permitindo verificar a pegada de carbono e obter informações sobre reciclagem.
Um novo significado para o alumínio
Na palestra Jornada Beiersdorf para a Sustentabilidade, Erick Stengrat, gerente de Desenvolvimento de Embalagens da Beiersdorf, empresa alemã e detentora da marca Nivea, abordou o compromisso da companhia com a sustentabilidade: recicla 231 t de alumínio no Brasil e já reduziu em 25% a cadeia de PCR (reciclagem pós-consumo) do material no País.
A icônica lata do hidratante Nivea, por exemplo, agora é feita com 80% de alumínio reciclado. Além disso, a Beiersdorf substituiu o propelente à base de carbono por nitrogênio em seus aerossóis, contribuindo para a sustentabilidade.
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Para mais informações sobre o evento e as empresas participantes, acesse o site do Instituto de Embalagens: https://institutodeembalagens.com.br/forum-embalagem-e-sustentabilidade-2024/
Foto: Divulgação Instituto de Embalagens




