A Tetra Pak Brasil reciclou 108 mil t de embalagens cartonadas no ano passado, o equivalente a 43,7% de toda a produção. Para aumentar esse número, a companhia acaba de lançar o projeto Rede Longa Vida, desenvolvido em parceria com a startup Polen.
Por meio da tecnologia do blockchain, o sistema rastreará as caixinhas coletadas e entregues para reciclagem no Brasil. O volume novo, ou seja, aquele que não estava sendo reciclado, vale 20% a mais do valor original. A Tetra Pak se responsabilizará pela bonificação.
Na prática, os catadores coletarão as caixinhas, registrarão seu volume no sistema e as venderão aos aparistas — estes farão o registro da transação. O Rede Longa Vida verificará as notas fiscais, calculará o valor da tonelada adicional vendida e enviará o crédito financeiro ao parceiro cadastrado no sistema. Com isso, a embalagem coletada pelo catador passará a valer cada vez mais à medida que ele aumentar o volume de material captado.
A startup Polen desenvolverá a tecnologia utilizando plataformas personalizadas para os catadores e para as empresas que compram a matéria-prima. Com isso, ficarão registrados todos os dados de coleta, compra e venda das caixinhas. Periodicamente, será possível avaliar os dados, entender se as taxas de reciclagem subiram e, se necessário, melhorar o projeto.
“É um sistema inédito que usa a inovação da logística reversa para aumentar as taxas de reciclagem e ainda melhorar a renda e condições de trabalho de catadores e cooperativas”, reforça Valéria Michel, diretora de Sustentabilidade da Tetra Pak Brasil e Cone Sul.
Vale lembrar que invólucro cartonado é composto de recursos renováveis, como o alumínio, infinitamente reciclável, papel de florestas certificadas e plástico produzido a partir da cana-de-açúcar. No pós-consumo, a caixinha pode ser direcionada para reciclagem, dando origem a novos produtos, como paletes, telhas, poltronas, bolsas e cadernos.




