A indústria de mineração faturou R$ 39 bilhões no segundo trimestre de 2020, um aumento de 9% em relação ao trimestre anterior. Divulgados pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), os dados excluem petróleo e gás.
Apesar de a pandemia afetar os mercados compradores, a variação cambial e a valorização dos preços internacionais de minérios sustentaram o crescimento.
Os minérios com maior participação no faturamento foram ferro (59%), ouro (14%) e cobre (8%). A bauxita, matéria-prima do alumínio, aparece em 4º lugar (3,3%), com R$ 1,3 bilhão.
Flávio Ottoni Penido, diretor-presidente do Ibram, explica que há cautela quanto às perspectivas para o setor, porque a pandemia não está totalmente sob controle. No entanto, há indicadores positivos. Os mercados compradores estão em fase de retomada das atividades e os minérios brasileiros voltam a ter demanda aquecida e preços em elevação.
“Isso é muito positivo tanto para os municípios mineradores e suas regiões, como para o País como um todo, já que as divisas geradas com exportações, além de proporcionarem maior nível de atividade econômica interna, proporcionam saldos positivos para a balança comercial”, disse.




